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FOTOS DE VIAGEM
Alan Camargo
O fotógrafo viajante Alan camargo esteve em Santana do Parnaíba-SP, com uma câmera digital Mavica e produziu esta bela série.
A 38 km da capital paulista, situa-se a Cidade dos Bandeirantes Sant'Ana do Parnaíba com casario tombado, entre elas a segunda casa rural mais antiga do estado, onde nasceu o bandeirante Bartolomeu Bueno da Silva, "O Anhanguera" (Diabo Velho) hoje transformada no Museu do bandeirante.
Vale a pena conhecer e fotografar aliás, dá para organizar um safári fotográfico, aliando o prazer estético da edificação colonial capturada pelas câmaras ao conhecimento de nossa história colonial.
Pegue a Castelo Branco e entre depois de Barueri, em direção a Santana do Parnaíba. No local existem pousadas, chalés (do pescador) e camping. Para quem vem de longe, há um excelente restaurante, o "São Paulo Antigo" o segundo museu da cidade, em edificação colonial e totalmente restaurado, muito confortável também para bate-papo, além da boa comida interiorana.
No museu, faça contato c/ a Helô, que dá todas as informações e dicas.
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Matriz
Vista da Casa do Anhanguera, defronte à Matriz de Santana.Vá conhecer, tomar um ar puro e fazer contato com o povo simples do lugar, de habilidades insuspeitadas: fazem grandes máscaras de carnaval (aliás tem uma festa peculiar na sexta-feira) fazem pinturas de serragem e flores em corpus cristi, semana santa e outras.
Máscara de Sarney
Casario Colonial
Delegacia
Chafariz autêntico preservado dentro do museu, que tem também pilões, utensílios, móveis tudo original, algumas peças muito antigas, do período colonial mais remoto.
Texto e fotos de Alan Rodrigues de Camargo, que participa do newsgroup uol.artes.fotografia. Em breve, novas fotos do autor, sobre Parati e uma aldeia de índios Guaranis.
Chafariz
Post Scriptum
Há muitas outras histórias sobre o bandeirantismo paulista que nasceu naquela villa às margens do Tietê...
Faltou falar de um importante registro da história da cidade: por que foi fundada e por que era dali que partiam os bandeirantes?
O motivo era geográfico, pois onde hoje existe a primeira usina elétrica da américa do sul a Edgar de Souza (foto), havia nos tempos coloniais, a grande Cachoeira do Inferno, que impedia a navegação daqueles que vinham de São Paulo.
A esperta Suzana Dias (fundadora da cidade), uma das filhas do cacique Tibiriçá, solicitou às autoridades da época aquela sesmaria, com o objetivo óbvio de criar um entreposto e cobrar pedágio, daqueles que por ali passassem. O pedágio era cobrado em metais, que seu genro, um alemão casado com uma de suas filhas, transformava em armas: ela possuia um exército particular!
Muitos de seus filhos e parentes fundaram cidades próximas, como Itú, etc. A história vai longe. Chegou-se a reinvindicar a cidade como capital, e isto só não foi feito, porque São Paulo estava mais próxima do mar, e portanto mais importante politicamente.